FÓRUM SOCIAL MUNDIAL
Um outro mundo é possível
Artigos, estudos e reflexões
O FSM dez anos depois: em busca de mais ação
No primeiro livro sobre o processo do Fórum Social Mundial, publicado em 2001 sob o título “FSM: A construção de um mundo melhor”, Bernard Cassen narra uma conversa com Francisco Withaker e Oded Grajew no escritório do Le Monde Diplomatique, em Paris. Era a primeira das incontáveis reuniões que surgiriam para a construção do FSM. “Há momentos na vida em que, numa fração de segundo, temos a intuição e a absoluta certeza que uma iniciativa está destinada a um futuro promissor”, resume Cassen no livro.
X Edição do FSM, de volta a Porto Alegre
Dez anos depois da sua primeira edição, o Fórum Social Mundial (FSM) volta a Porto Alegre no final de janeiro para celebrar o que os organizadores chamam de uma nova cultura política na esquerda mundial. Mais enxuto e sem a presença massiva de participantes que caracterizaram as edições brasileiras do evento, o FSM de 2010 quer redescobrir suas origens.
Reflexões sobre o II Fórum Social Comboniano
Introdução
Os acontecimentos que marcam o cotidiano de pessoas e povos, instituições e igrejas, - independentemente da sua valoração - se lidos em profundidade e acolhidos na sua dimensão provocadora, sempre são reveladores de algo, e nos desafiam em nossas opções e escolhas de forma que podem se tornar instrumentos didático-pedagógicos para dar uma nova direção ao nosso futuro. Acontecimentos marcantes podem ser interpretados como autênticos “Kairós”. Momentos de graça, de revelação, de intuição iluminadora. Determinantes para compreender a crise do momento presente e vislumbrar as luzes que estão contidas neles. O mesmo kairós experimentado pelo judeu da Galiléia, Jesus de Nazaré, ao ouvir a pregação contundente de João, o Batista, e ao vislumbrar a necessidade e urgência de uma nova missão em Israel. Intuição única, talvez não repetível, pessoal e coletiva ao mesmo tempo.
Impactos e desemprego pairam sobre exploração do ferro
12 de fevereiro de 2009. Inquietações, problemas e reivindicações da sociedade civil organizada com relação às atividades de mineração na Amazônia apresentadas no Fórum Social Mundial questionam poder público e empresas do setor econômico.
FSM em Belém: ousamos sonhar!
Acabou o oitavo Fórum Social Mundial. Os combonianos estavam lá, acreditando que uma nova página da história do planeta podia ser escrita. Ou melhor: acreditando que ela já está sendo escrita por sonhadores/lutadores que não aceitam adotar as ambições e os vícios daqueles que estavam em Davos nos mesmos dias. Como nas edições anteriores não houve propostas de soluções e receitas milagrosas votadas em conjunto para tornar mais habitável o planeta.
"Justiça nos Trilhos": oficina jurídica e pautas de ação após o FSM de Belém
Apostar nos mecanismos que a lei já disponibiliza à população é uma estratégia fundamental no sentido de se alterar o quadro de degradação sócio-ambiental provocado pelos empreendimentos da Vale. Esse foi o mote da “Oficina Jurídica: O conflito entre o povo e a Vale“, realizada no último sábado. Esta oficina foi a quarta atividade da Campanha Justiça nos Trilhos no contexto do Fórum Social Mundial, e contou com a participação de mais de 100 pessoas que tiveram de se acomodar com dificuldade em uma pequena sala da Universidade Federal do Pará.
Em meio à chuva, encerra-se o FSM de Belém
Uma forte chuva afastou boa parte dos participantes da última atividade do Fórum Social Mundial (FSM) de 2009, a Assembléia das Assembléias. Apesar da lama que cobria todo o chão, algumas centenas de pessoas se reuniram em frente ao palco principal da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) para ouvir as deliberações das 22 assembléias realizadas pela manhã.
"Justica nos Trilhos": irresponsabilidade social, a verdadeira imagem da Vale
"O que nós temos de melhor é o trabalhador". São palavras proferidas recentemente por Roger Agnelli, presidente da Vale, logo antes que a crise estourasse. Poucos meses depois, esses mesmos trabalhadores estão gritando fora dos estabelecimentos da empresa: "Vale, o que é que eu fiz? Desempregado não dá para ser feliz!"
A felicidade que a Vale pinta no rosto dos trabalhadores de suas propagandas (páginas inteiras do jornal paraense nesses dias de FSM) não apareceu no rosto dos sindicalistas que assessoraram mais uma oficina da campanha "Justiça nos Trilhos".
"Justiça nos Trilhos": os impactos sócio-ambientais causados pela Vale
A Campanha Justiça nos Trilhos continua seus encontros no Fórum Social Mundial 2009. A segunda oficina, coordenada por Edmilson Pinheiro (Fórum Carajás, Maranhão), teve como principal objetivo debater os impactos causados pela Vale sobre as pessoas e o meio ambiente nas diferentes regiões em que a ela atua.
"Justiça nos Trilhos": violências cometidas pela Vale são denunciadas no FSM
Ao longo da estrada de Ferro de Carajás, que atravessa Pará e Maranhão, correm a cada dia uma média de 25 trens para o transporte do minério da Vale do Rio Doce. A cada mês os trens atropelam e matam uma pessoa; até agora, a única indenização da Vale para as famílias das vítimas foi a compra do caixão. Vale: mata e ajuda a enterrar.
Na Indonesia a Vale adquiriu e ocupou terras indígenas para exploração minerária. Foram deslocados povos nativos e a multinacional construiu um hotel com campo de golf bem por cima do antigo cemitério desses povos.


