PALAVRA E MISSÃO
Reflexões missionárias a partir da liturgia dominical
06 de setembro - XXIII Domingo do Tempo Comum
O Evangelho de hoje nos fala de Jesus percorrendo regiões pagãs, terras consideradas impuras. Atento ás necessidades e aos sofrimentos das pessoas, ele devolve a um surdo a capacidade de ouvir. A chegada do Reino de Deus consiste em que “os surdos passam a ouvir”.
Hoje os surdos somos nós que aparentemente ouvimos bem, escutamos música, conversamos... mas nem sempre sabemos escutar o clamor dos pobres que sobe até Deus.
“Ouvi o clamor do meu povo” disse Deus a Moisés, “e da opressão da qual padece”.
23 de agosto - XXI Domingo do Tempo Comum
Poderíamos chamar este domingo como o domingo da escolha e do compromisso.
A primeira leitura nos apresenta o momento final do processo da conquista da terra por parte do povo de Israel, o qual termina com a celebração de uma aliança em Siquém. O povo é posto diante de uma escolha: ou ser fiel a este Deus e a o projeto dele, deixando a idolatria dos sistemas sociais injustos que só geram escravidão, ou voltar atrás. O objetivo da aliança é criar uma sociedade justa e fraterna onde todos e todas possam ter as mesmas possibilidades.
Solenidade da Assunção de Maria
Uma mulher assim não pode morrer!
No Fórum Social Mundial recebi uma camisa com o rosto de ir. Dorothy; muitas vezes a visto com orgulho no dia-a-dia das relações com o povo. Percebi que também as pessoas mais anônimas, com comentários inesperados, reconhecem o rosto dessa mártir da Amazônia e quase a cumprimentam com palavras de respeito e dignidade.
Dorothy não morreu, é evidente. Como pode morrer um sinal de esperança, uma companheira de luta? O povo não deixa!
09 de agosto - XIX Domingo do Tempo Comum
João 6,41-45
O capítulo seis de João começa com a multiplicação dos pães em Tiberíades. Continua em Cafarnaum, do outro lado do mar, com o aprofundamento desse gesto de Jesus. Para o evangelista João, gestos como esses são “sinais” que apontam para uma realidade maior: o amor gratuito de Deus. A passagem do capítulo seis no seu todo está focalizada neste aspecto.
02 de agosto - XVIII Domingo do Tempo Comum
O pão partilhado entre todos se torna Pão de Deus!
O evangelho de hoje fala da libertação e lança umas perguntas que questionam:
Que imagem de Deus temos? Um “poderoso soberano” que resolve sozinho e milagrosamente todos os problemas e os sofrimentos do mundo? Que bom seria se Jesus continuasse a multiplicar os pães...
O que é a Igreja? Uma holding do sagrado? Um museu que guarda ritos do passado?
Um centro de poder que tenta salvar-se do naufrágio da modernidade?
19 de julho - XVI Domingo do Tempo Comum
Há uma chave que abre os textos da Palavra de Deus. Às vezes a gente lê e volta a ler, sem que o Evangelho nos diga muito... e de repente encontra-se uma chave que desvenda um sentido novo e rico.
O mais interessante é que essa mesma chave abre também nosso coração, revela necessidades, sentimentos, sonhos ou intuições talvez inconscientes e escondidos, que a Palavra de Deus 'cotucou' e despertou. É nesses casos que sentimos a Bíblia tão perto de nossas existências, fio de costura de nossas ações e escolhas.
12 de julho - XV Domingo do Tempo Comum
Marcos 6,7-13
05 de julho - XIV Domingo do Tempo Comum
Bem no capítulo primeiro do Evangelho de Marcos, Jesus ensina numa sinagoga. A primeira coisa que o povo percebe é o jeito diferente de Jesus ensinar. Não é tanto o conteúdo, mas sim o jeito que impressiona. Por este seu jeito diferente, Jesus cria consciência critica no povo com relação às autoridades religiosas da época. O povo percebe, compara e diz: “Ele ensina com autoridade, diferente dos escribas” formados em teologia.
28 de junho - XIII Domingo do Tempo Comum
Crescer no conhecimento de Jesus
“Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: Quem dizem os homens ser o Filho do homem?”
21 de junho - XII Domingo do Tempo Comum
“Vamos para outra margem!”
Jesus convida os discípulos a desafiarem a cultura do tempo, mudarem a situação dada, atravessar as divisas e chegar ao outro lado do mar de Galileia, na Decápole, terra de estrangeiros. Para um hebreu misturar-se com os estrangeiros, pagãos da outra margem, significava contaminar-se e trair sua própria identidade.


